Segundo o Dr. Haeckel Cabral Moraes, que atua em Uberaba, a desarmonia entre o queixo e as demais estruturas do rosto costuma motivar a busca pela mentoplastia entre pacientes preocupados com o próprio perfil facial. O procedimento, também chamado de genioplastia, corrige tanto o queixo pouco projetado quanto o excessivamente proeminente, atuando diretamente sobre o equilíbrio do perfil facial. Diferente do que muitos pacientes imaginam, a cirurgia não altera a mordida, já que seu foco está na estrutura óssea externa do queixo, e não no alinhamento dentário. Vamos explorar ao longo deste texto como a mentoplastia atua na anatomia facial e o que ela realmente corrige.
O que caracteriza um queixo em desarmonia com o rosto?
A harmonia facial depende, em grande parte, da relação entre o queixo, o nariz e a linha da mandíbula, três estruturas que funcionam como referências visuais para o cérebro ao interpretar um rosto como equilibrado. Um queixo recuado costuma acentuar a aparência do nariz e da papada, criando uma falsa impressão de desproporção nessas regiões, enquanto um queixo muito projetado pode transmitir uma expressão de rigidez, mesmo quando as demais estruturas do rosto estão equilibradas entre si.
Essas alterações nem sempre são percebidas isoladamente pelo paciente, que muitas vezes atribui a insatisfação com o próprio perfil a outras regiões do rosto, buscando inicialmente uma rinoplastia quando o verdadeiro fator de desequilíbrio está no queixo. A avaliação facial detalhada, com fotografias em diferentes ângulos e, em alguns casos, escaneamento craniofacial, costuma revelar essa relação, redirecionando o planejamento cirúrgico para a estrutura que efetivamente sustenta o desequilíbrio percebido.
Como é feita a mentoplastia de aumento e a de redução?
A mentoplastia de aumento, mais comum entre as duas variações, pode ser realizada com o uso de prótese de silicone médico ou polietileno de alta densidade, materiais personalizáveis em diferentes tamanhos e formatos, ou por meio de avanço ósseo, técnica que reposiciona o próprio osso do queixo para uma posição mais projetada sem depender de material implantado. Em casos que exigem um ganho de volume mais discreto, o enxerto de gordura também pode ser considerado como alternativa. Conforme aponta o Dr. Haeckel Cabral, a escolha entre essas abordagens depende da espessura da pele sobre o queixo, do grau de projeção desejado e da quantidade de osso disponível para sustentar o implante com estabilidade a longo prazo.
Já a mentoplastia de redução remove parte do osso do queixo por meio de osteotomia, suavizando a projeção excessiva observada em determinados perfis faciais, sobretudo em casos de prognatismo mentoniano. Na leitura de Dr. Haeckel Cabral Moraes, a incisão, em ambos os casos, costuma ser posicionada por dentro da boca ou na parte inferior do queixo, o que mantém a cicatriz praticamente imperceptível após a cicatrização completa, mesmo quando o procedimento envolve fixação óssea com miniplacas e parafusos de titânio.

A mentoplastia pode ter função além da estética?
Embora a busca pela harmonia facial seja o motivo mais frequente, a mentoplastia também pode cumprir função relacionada à qualidade do sono em determinados casos. Um queixo pequeno e recuado favorece o estreitamento das vias aéreas superiores, já que a posição da língua e da base da mandíbula acompanha o recuo do queixo, o que pode contribuir para distúrbios respiratórios noturnos em alguns pacientes, especialmente quando associado a outras alterações anatômicas da região cervical.
Na avaliação do Dr. Haeckel Cabral Moraes, o avanço do queixo pode trazer benefício funcional associado ao resultado estético, embora essa indicação dependa de avaliação conjunta com outros especialistas quando há suspeita de apneia do sono ou distúrbios respiratórios mais complexos. Por essa mesma relação anatômica entre queixo, nariz e mandíbula, o procedimento também costuma ser combinado à rinoplastia ou à lipoaspiração da papada, quando o objetivo é uma harmonização mais completa do terço inferior do rosto.
Existe uma idade mínima para realizar o procedimento?
A mentoplastia costuma ser indicada somente após o completo desenvolvimento ósseo da face, geralmente a partir dos dezessete anos, quando a estrutura facial já atingiu sua conformação definitiva. Realizar o procedimento antes desse período pode comprometer o resultado, já que o crescimento ósseo ainda em andamento tende a alterar a proporção alcançada com a cirurgia ao longo dos anos seguintes, exigindo eventual correção futura.
Sob a perspectiva do Dr. Haeckel Cabral, pacientes que utilizaram aparelho ortodôntico costumam ser orientados a aguardar a conclusão do tratamento dentário antes de considerar a mentoplastia, já que ajustes na mordida podem influenciar diretamente o planejamento cirúrgico do queixo e a proporção final buscada, sobretudo quando há alguma alteração associada de oclusão dentária.
O que esperar da recuperação inicial?
Nos primeiros dias após a cirurgia, inchaço e desconforto na região do queixo são esperados, geralmente mais intensos do que a dor propriamente dita, controlados com medicação orientada pela equipe médica. Quando a incisão é interna, recomenda-se atenção redobrada à higiene bucal e uma dieta mais leve nos primeiros dias de recuperação, evitando alimentos que exijam mastigação intensa e comprometam a cicatrização da mucosa.
A nova projeção do queixo já costuma ser perceptível nas primeiras semanas, mas o resultado final se revela por completo apenas quando o inchaço residual desaparece totalmente, processo que pode levar alguns meses conforme a resposta individual de cada organismo e a técnica utilizada na cirurgia, seja com prótese, avanço ósseo ou redução do mento.
A mentoplastia continua sendo um procedimento seguro e eficaz para corrigir desarmonias faciais relacionadas ao queixo, seja por aumento, redução ou correção de assimetrias. A avaliação presencial permanece indispensável para definir a técnica mais adequada a cada estrutura óssea e esclarecer o que pode ser esperado do resultado final.