Leitura: Seguro do consórcio: Entenda com Tiago Oliva Schietti quando vale a pena e como aproveitar ao máximo essa proteção!

Seguro do consórcio: Entenda com Tiago Oliva Schietti quando vale a pena e como aproveitar ao máximo essa proteção!

Gonzalo Delvera
Por Gonzalo Delvera 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

O empresário Tiago Oliva Schietti costuma ressaltar que, embora o seguro esteja presente na maioria dos contratos de consórcio e afete diretamente o valor mensal, ele é um dos itens menos entendidos pelos consumidores. Ao contrário da taxa de administração, o seguro incluído no consórcio serve para proteger o consorciado e seus dependentes de situações que possam interromper os pagamentos, como falecimento ou invalidez permanente.

Como o seguro funciona na prática?

Na maioria dos contratos que incluem essa cobertura, caso o consorciado venha a falecer ou seja acometido por invalidez permanente durante o prazo do grupo, o seguro quita o saldo devedor das parcelas restantes, garantindo que os dependentes recebam a contemplação sem precisar continuar pagando. Assim, como resume Tiago Oliva Schietti, o bem ou serviço planejado não se perde junto com a capacidade financeira da família de honrar o compromisso.

Nem todo consórcio tem o mesmo seguro

Um ponto importante é que as condições desse seguro variam bastante entre administradoras: algumas o incluem automaticamente no valor da parcela, outras o oferecem como opção à parte, e há ainda diferenças relevantes nos limites de cobertura e nas exclusões previstas em contrato, como determinadas condições preexistentes ou causas específicas de invalidez.

Por isso, comparar apenas o valor total da parcela entre diferentes administradoras, sem entender o que está incluído em termos de seguro, pode levar a uma comparação distorcida: duas parcelas de valor semelhante podem representar níveis de proteção bem diferentes para a família do consorciado, alerta Tiago Oliva Schietti.

Vale a pena contratar um seguro adicional?

Para consumidores que já possuem seguro de vida ou outra proteção financeira equivalente fora do consórcio, pode fazer sentido avaliar se a cobertura embutida no contrato não está gerando uma sobreposição desnecessária de custos. Já para quem não tem nenhuma proteção desse tipo, o seguro do consórcio pode representar uma camada adicional de segurança para a família, especialmente em consórcios de longo prazo, como os de imóveis.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti pondera que essa análise deveria fazer parte do planejamento financeiro mais amplo do consorciado, e não ser tratada como um item isolado do contrato: entender o conjunto de proteções que a família já possui evita tanto a desproteção quanto o pagamento por coberturas redundantes.

O que verificar antes de assinar?

Antes de aderir a um consórcio, vale confirmar se o seguro está incluído automaticamente na parcela ou se é opcional, quais eventos estão cobertos e quais exclusões constam no contrato, e se há limite de idade para a contratação ou manutenção da cobertura ao longo do grupo. Também é recomendável comparar essas condições entre diferentes administradoras antes de decidir, e não apenas o valor final da parcela.

Um detalhe que muda com a idade do consorciado

Um aspecto pouco discutido é que, em muitos contratos, o custo do seguro embutido varia conforme a faixa etária do consorciado, seguindo uma lógica semelhante à de qualquer seguro de vida tradicional. Isso significa que, para consorciados mais jovens, o impacto dessa cobertura na parcela tende a ser menor, enquanto para participantes mais velhos o custo proporcional pode ser mais expressivo. 

Nessa linha de raciocínio, Tiago Oliva Schietti recomenda que essa variação seja simulada com antecedência, especialmente em consórcios de prazo mais longo, como os de imóveis, nos quais o consorciado pode envelhecer significativamente entre a adesão e o encerramento do grupo, o que pode influenciar o custo total da cobertura ao longo dos anos.

Assim, entender exatamente o que o seguro do consórcio cobre e o que ele não cobre permite ao consumidor tomar uma decisão mais consciente, equilibrando o custo adicional com a proteção real que ele representa para quem fica.

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