Segundo o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, a Tradição viva não é repetição estática, mas transmissão fiel da fé apostólica, continuamente iluminada pelo Espírito Santo e acolhida pela comunidade ao longo dos séculos. Se você deseja compreender por que a fé católica não se reduz a textos antigos nem a interpretações individuais, continue a leitura e veja que esta reflexão apresenta um horizonte em que memória, continuidade e ação do Espírito se entrelaçam.
A origem apostólica como fundamento da Tradição
A Tradição nasce do encontro dos Apóstolos com Cristo. Tudo aquilo que a Igreja crê, celebra e vive encontra raiz nesse testemunho original. A Tradição não é coleção de costumes, mas a fé recebida diretamente daqueles que viram o Senhor. Esse fundamento apostólico garante autenticidade, continuidade e verdade ao que a Igreja ensina e transmite.
Jose Eduardo Oliveira e Silva explica que a Tradição se mantém viva porque o Espírito a anima. O Espírito Santo recorda à Igreja tudo o que Cristo ensinou e conduz o povo de Deus à compreensão cada vez mais profunda da verdade. Essa ação garante que a Tradição não seja simples preservação do passado, mas realidade dinâmica que continua a iluminar a Igreja no presente, sem ruptura com a origem apostólica.
A transmissão da fé na vida da Igreja
A Tradição se expressa de maneira vibrante e concreta na vida da Igreja. Sob a ponto de vista do sacerdote Jose Eduardo Oliveira e Silva, a fé não é apenas uma questão de documentos escritos, mas é também vivida e transmitida através da liturgia, dos sacramentos, da vida comunitária, dos ensinamentos dos santos e do testemunho autêntico dos fiéis.
A Igreja, como um todo, serve como um espaço sagrado onde a Tradição não apenas se manifesta, mas também se renova constantemente. Essa transmissão integral e dinâmica assegura que a fé alcance cada nova geração em sua plenitude, permitindo que todos experimentem a riqueza e a profundidade da herança espiritual que receberam.

A Tradição como critério de autenticidade doutrinal
A Tradição atua como um guardião da fé, protegendo-a de interpretações que possam distorcer a essência do Evangelho. De acordo com o teólogo Jose Eduardo Oliveira e Silva, a Tradição não apenas serve como um critério para discernir a autenticidade da fé, mas também é um elemento vital que assegura a integridade das verdades que a Igreja transmite ao longo dos séculos.
A fé, que é transmitida de maneira contínua e ininterrupta, cria uma profunda comunhão entre os cristãos de todas as épocas, permitindo que cada geração se sinta parte de um mesmo corpo espiritual. Essa continuidade é crucial, pois evita fragmentações doutrinais que poderiam desestabilizar a fé e fortalece a identidade católica, que se mantém firme ao longo dos séculos. A Tradição não apenas conecta o passado ao presente, mas também projeta um futuro de esperança, evidenciando que a Igreja não é uma mera criação humana, mas um corpo divinamente guiado por Deus.
Memória viva que sustenta a fé
O que a Igreja entende por Tradição viva mostra que essa realidade é fundamento da identidade cristã. Origem apostólica, ação do Espírito, transmissão concreta, critério de autenticidade e continuidade, tudo converge para a certeza de que a Tradição é obra divina confiada à Igreja. Como resume Jose Eduardo Oliveira e Silva, filósofo, onde a Tradição é acolhida, a fé permanece íntegra e fecunda.
Autor: Martin galvão